Câncer de próstata: como prevenir essa doença que afeta os homens.

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Câncer de próstata: como prevenir essa doença que afeta os homens.

Câncer de próstata: como prevenir essa doença que afeta os homens.

 Fique alerta

O câncer de próstata (CaP) é a segundo câncer mais frequente entre os homens em todo mundo,  só perdendo para o câncer de pele não melanoma. A estimativa é de que 1 em cada 6 homens terá CaP ao longo de sua vida, geralmente afetando homens acima de 50 anos.
A história familiar é considerada um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento do CaP. Na presença de um parente de primeiro grau com CaP, o risco  pode aumenta em duas vezes, quando dois ou mais parentes são afetados, o risco pode aumentar de 5 a 10 vezes.
Outros fatores que podem influenciar no desenvolvimento do CaP são:  sedentarismo, obesidade, alimentação exagerada de carne vermelha e gordura, pouco consumo de frutas, legumes e vegetais, nível de poluição ambiental onde se vive.
O CaP na fase inicial muitas vezes é silencioso, ou seja, não provoca nenhum sintoma. A presença de sintomas como dificuldade para urinar ou dor óssea, pode significar um tumor numa fase mais avançada.

Como prevenir e diagnosticar o câncer de próstata

A prevenção do CaP e de várias outras doenças  é manter uma vida saudável, ou seja, uma alimentação rica em verduras, legumes e  frutas, assim como a pratica regular de  atividades físicas, evitar o cigarro e o estresse. 
Para os homens acima de 50  anos, recomendamos a realização do toque retal e dosagem de PSA (Antígeno Prostático Especifico) anualmente. Homens com  histórico familiar, principalmente  parentes de 1° grau ( pai, irmão ou tios),  recomendamos iniciar tais exames a partir dos 45 anos.
Cerca de 20% dos homens com câncer de próstata apresentam níveis de  PSA normal, da mesma forma,  o câncer também pode não ser palpável pelo toque retal, por estes motivos é fundamental a  realização  dos dois exames,  que são complementares.
Na suspeita de CaP, evidenciado pela presença de nódulo prostático ao toque retal ou pela elevação anormal do PSA, deve-se discutir com seu urologista a necessidade da realização de uma biópsia de próstata.

Tipos de tratamentos

O tratamento do CaP deve ser individualizado, dependendo da idade, comorbidades e estádio tumoral, assim como de sua localização (localizado ou metastático). Nos tumores de baixo risco, ou seja, PSA abaixo de 10 ng/dl, toque retal favorável e Escore de Gleason 6 (G 3+3), pode- se discutir com seu urologista a possibilidade de vigilância ativa (tratamento conservador). O mais importante é realizar o diagnóstico precoce, nestes casos a chance de cura pode gira ao redor de 90%.

Cirurgia ou Radioterapia

É indicada para casos de CaP localizado, ou seja , confinado a próstata, sem indícios de metástases para gânglios (linfonodos), para ossos ou para outros órgãos. 

Hormonioterapia  e Quimioterapia 

Para os CaP metastátáticos (comprometimento dos gânglios pélvicos, ossos ou outros órgãos) devemos diminuir o nível de testosterona, para que haja o controle  do crescimento tumoral, podendo  ser através da castração cirúrgica (remoção dos testículos) ou através de bloqueadores hormonais (medicamentos que diminuem a produção de testosterona). Nas fases mais avançadas do doença, quando o tumor se torna resistente aos bloqueadores hormonais, podemos lançar mão do uso de quimioterapia.

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