Testículos
Os testículos, par de glândulas sexuais masculinas que estão no saco escrotal, abaixo do pênis são responsáveis pela produção e armazenamento do espermatozoide e também são a principal fonte de produção do hormônio masculino (testosterona) que controla o desenvolvimento dos órgãos reprodutivos. É possível viver normalmente apenas com um testículo, caso haja a remoção cirúrgica ou atrofia.
O que é câncer de testículo?
O câncer de testículo é a proliferação de células malignas no testículo. Acomete homens jovens com pico de incidência na 3ª década de vida (entre 20 e 30 anos). A grande maioria dos tumores têm origem nas células germinativas do testículo e são divididos em seminomas e não-seminomas.
Qual o quadro clínico do câncer de testículo?
O principal sintoma é a presença de nodulação endurecida no testículo com aumento do volume do testículo acometido. Em 1-2 % dos casos pode haver comprometimento dos dois testículos. O crescimento é geralmente rápido e na presença dos sintomas uma avaliação com médico urologista deve ser programada.
Existem dois tipos básicos de câncer testicular, cada um com subtipos:
Tumores de células germinativas:
ocorrem nas células que produzem os espermatozoides e podem ser de dois tipos
Subtipos:
Seminomas:o tipo mais comum, geralmente são de crescimento lento e respondem bem ao tratamento
Não-seminomas: tendem a crescer e se espalhar mais rápido que os Seminomas
Tumores estromais:
ocorrem no tecido testicular onde hormônios são produzidos e incluem os tipos
Tumores de Células de Leydig, geralmente benignos, ocorrem em células que produzem hormônios sexuais masculinos
Tumores de Células de Sertoli que ocorrem em células que nutrem as células germinativas, geralmente também são benignos

Sintomas
- Nódulo pequeno, duro e indolor
- Sensação de peso no saco escrotal
- Coleta súbita de fluido no escroto
- Dor incômoda no baixo ventre ou na virilha
- Mudança na consistência dos testículos
- Crescimento da mama ou perda do desejo sexual
- Dor ou desconforto no testículo ou no saco escrotal
- Crescimento de pelos faciais e corporais em meninos muito jovens
- Dor lombar
Qual o quadro clínico do câncer de testículo?
O principal sintoma é a presença de nodulação endurecida no testículo com aumento do volume do testículo acometido. Em 1-2 % dos casos pode haver comprometimento dos dois testículos. O crescimento é geralmente rápido e na presença dos sintomas uma avaliação com médico urologista deve ser programada.
Como é feito o diagnóstico?
A presença de nódulo sólido no testículo no exame clínico associada a confirmação diagnóstica por exame de imagem sugere fortemente o diagnóstico de câncer de testículo. Exames laboratoriais de marcadores tumorais são solicitados
- Exames de imagem (tomografia computadorizada ou ressonância) são necessários para o estadiamento.
- Alfa-fetoproteína (AFP): níveis elevados desta proteína podem indicar a presença de um tumor de células germinativas em homens.
- Beta gonadotrofina coriônica humana (b-HCG): níveis aumentados dessa proteína podem indicar a presença de vários tipos de câncer, incluindo o câncer testicular.
- Lactato desidrogenase (LDH): esta enzima está relacionada ao aumento da produção de energia pelas células e tecidos do corpo, o que às vezes pode indicar câncer.
Qual o tratamento?
O tratamento inicial consiste na remoção cirúrgica do testículo afetado (orquiectomia radical). Após o diagnóstico definitivo confirmado por anatomia patológica pode ser necessário tratamentos adicionais com quimioterapia, radioterapia ou cirurgia.
QUIMIOTERAPIA
Às vezes, a quimioterapia é usada em conjunto com a remoção cirúrgica do testículo para garantir que todas as células cancerígenas tenham sido destruídas. Para homens com tumores avançados ou metastáticosa quimioterapia também pode ser administrada.
RADIOTERAPIA
Os casos de Seminomas são muito sensíveis à radioterapia. É realizada após a cirurgia. Mesmo que o câncer testicular volte, ele ainda é tratável com radiação ou quimioterapia. A radiação também pode ser usada após a quimioterapia se algum câncer permanecer. Outros tipos de câncer testicular (não seminoma) são mais resistentes à radioterapia.
CIRURGIA
Ao ser diagnosticado o câncer, na maioria dos casos, no momento da ultrassonografia acontece aOrquiectomia, uma cirurgia para remover o testículo com uma incisão na virilha e amostras de tecido são examinadas para determinar o estágio do câncer. Outra modalidade é a Dissecção de linfonodo retroperitoneal, indicada para alguns pacientes, especialmente aqueles com câncer testicular não Seminoma, a cirurgia também pode envolver a remoção de linfonodos na região abdominal.
O câncer de testículo tem cura?
Sim. O câncer de testículo apresenta altas taxas de cura. O diagnóstico e tratamento precoces, acompanhamento multidisciplinar e a quimiossensibilidade do tumor contribuem para o sucesso do tratamento.

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