Incontinência Urinária

Incontinência Urinária

Sintomas

Incontinência urinária é a perda involuntária de urina. Esta condição é mais comum na mulher de meia idade devido a uretra (canal onde passa urina) ser mais curta e a musculatura do assoalho pélvico mais frágil para sustentar as estruturas pélvicas, essencialmente após partos vaginas e o avançar da idade. A perda de urina ocorre em sua maioria durante esforço como tosse ou risos, ou após súbita vontade de urinar com incapacidade de conter a urina. Ambas condições podem prejudicar o dia-a-dia e a vida social da mulher.

Tipos de Incontinência Urinária

A maioria das pessoas possui completo controle e condenação entre a bexiga e o esfíncter.

Esse processo permite o enchimento da bexiga entre 400 ml e 500 ml, sem que ocorram perdas urinárias.

Na fase de enchimento, a bexiga está relaxada e o esfíncter contraído.

Quando ocorre o esvaziamento da bexiga, é necessário uma coordenação precisa entre a contração do músculo da bexiga e o relaxamento do esfíncter.

Existem alguns tipos de incontinência urinaria, segundo a literatura:

Incontinência Urinária por Esforço (IUE)

Ocorre quando a força muscular pélvica de uma pessoa é insuficiente para reter a urina.  No qual o sintoma inicial é a perda de urina quando a pessoa realiza qualquer tipo de força – tossir, rir, fazer exercícios, movimentar-se;

A incontinência de esforço ocorre frequentemente em mulheres com fraqueza dos músculos do assoalho pélvico e frequentemente pode haver prolapso da bexiga, útero ou intestino.

Incontinência Urinária de Urgência (IUU)

Mais grave do que a de esforço, é a síndrome da bexiga hiperativa, caracterizada quando o indivíduo sente a urgência de urinar e às vezes não se consegue chegar ao banheiro a tempo.

Essa vontade súbita de urinar  ocorre em meio as atividades diárias e a pessoa realmente não consegue “segurar” a urina antes de chegar ao banheiro;

Incontinência Mista (IM)

Associa os dois tipos de incontinência acima citados, e o sintoma mais importante é a impossibilidade de controlar a perda de urina pela uretra.

Incontinência Urinária por Transbordamento ou Gotejamento (IUT)

Pode ocorrer quando a bexiga não se esvazia por completo, que pode levar ao gotejamento, ou quando ela está cheia, causando os vazamentos.

É comum entre homens e mulheres porque atinge principalmente  os pacientes com diabetes, etilistas crônicos e alguns tipos de distúrbios neurológicos.

Diagnóstico

O diagnóstico é basicamente clínico. Exames como Urina 1 e USG de rins podem ser solicitados para avaliar infecção urinária associadas. O estudo urodinâmico é um exame que pode ser solicitado. Com ele pode-se avaliar a presença de hiperatividade detrusora, condição em que a bexiga tem contrações fora de hora que podem promover incontinência, além de avaliar a contração, esvaziamento e capacidade de armazenar urina da bexiga. Lembrando que esse exame não é obrigatório, e sim complementar.

Prevenção

Mulheres acima do peso tem piora nos sintomas de incontinência, portanto manter-se em forma ajuda a controlar os sintomas. Cessar o tabagismo (cigarro), praticar exercícios físicos e evitar infecções urinarias e vaginais também são essenciais para a melhora dos sintomas!

Tratamento

O tratamento é individual e deve ser avaliado pelo urologista. A fisioterapia do assoalho pélvico com fortalecimento da musculatura e melhora da consciência corporal melhora a maioria dos sintomas. Casos mais severos podem necessitar de medicações ou até cirurgia para corrigir a incontinência urinária. Incontinência Urinária de Esforço (IUE) é qualquer perda involuntária de urina que ocorre durante esforço físico, espirrar ou tossir. É queixa comum em consultórios ginecológicos e é capaz de causar à mulher grande constrangimento perante familiares e amigos, com consequente isonto social e limitação para a prática de atividade física.

Diversas condições, como blameaixos níveis do hormônio estrogênio – comum na pós-menopausa, cirurgias e partos vaginais afetam a força e o funcionamento dessas estruturas. Frequentemente, a incontinência está associada ao prolapso, também conhecido como “bexiga caída”. Esses casos podem necessitar de cirurgia para restabelecer a anatomia original, colocando os órgãos novamente na posição correta. Existem diversas técnicas de tratamento cirúrgico, porém, as complicações pertinentes ao procedimento, como sangramento, infecções, retenção urinária e lesões de uretra e bexiga elevam a morbidade do procedimento.

Já o tratamento clínico, procura reabilitar as estruturas do assoalho pélvico e tem como vantagem o baixo índice de complicações e, como ganho secundário, ocorre melhora do desempenho sexual da mulher. Usando estrogênios em creme ou óvulos via vaginal, é possível melhorar a elasticidade e resgatar as características pré-menopausa dos órgãos genitais. Outro recurso é a Fisioterapia que, através de várias modalidades de exercício e aparelhos, fortalece a musculatura. O sucesso dessa terapêutica depende da adesão e seguimento da paciente.

Por tratar-se de um problema que atinge boa parcela das mulheres na pós-menopausa e pelo constrangimento que a elas confere, foi desenvolvido recentemente o tratamento à base de LASER para correção da incontinência urinária. Assim como já é usado por outras especialidades, o LASER transmite energia por ele produzida para a mucosa vaginal e para as camadas de tecido mais profundas em uma sequência de pulsos, capazes de estimular e fortalecer as estruturas que sustentam a uretra, reduzindo significativamente a perda de urina. É realizado em consultório, de modo discreto, sem a necessidade de hospitalização, repouso ou analgésicos, como acontece nos procedimentos cirúrgicos. Também não é necessário afastar-se das atividades laborais.

O LASER, em ginecologia, também é utilizado para correção de alargamento vaginal e estética íntima, como clareamento vulvar e cirurgia de pequenos lábios. Através da avaliação do histórico e exame físico da mulher é possível, ao ginecologista, indicar o melhor tratamento ou associação de cirurgia com LASER ou fisioterapia. O LASER apresenta-se como uma alternativa com baixa morbidade e alta resolutividade para o tratamento de inconti- nência urinária de esforço.

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